Sintomas comuns durante uma crise

A crise pode envolver coração acelerado, aperto no peito, falta de ar, tremores, suor, tontura, formigamento, náusea, sensação de calor ou frio, medo de desmaiar, medo de morrer ou sensação de perder o controle. Em algumas pessoas, os sintomas vêm em ondas e duram poucos minutos. Em outras, deixam um rastro de cansaço e medo de acontecer novamente.

É importante lembrar que sintomas físicos intensos precisam ser avaliados com responsabilidade. Dor no peito, desmaio, falta de ar importante, confusão, uso de substâncias ou qualquer suspeita de emergência médica devem ser tratados como urgência.

O que fazer no momento da crise

Primeiro, tente reduzir a luta contra a sensação. Dizer que não pode sentir isso costuma aumentar o alarme. Se possível, sente-se, apoie os pés no chão e nomeie o que está acontecendo: isto parece uma crise de ansiedade; é intenso, mas vai passar. Nomear não resolve tudo, mas ajuda a tirar a experiência do campo do indizível.

Depois, volte para sinais concretos. Observe cinco coisas que vê, quatro sons que escuta, três pontos de contato do corpo com a cadeira ou o chão. Respire de forma mais lenta, sem forçar demais. Se prender a respiração piorar a sensação, apenas acompanhe o ar entrando e saindo. O objetivo não é controlar perfeitamente o corpo, mas mostrar a ele que não precisa escalar o alerta.

O que evitar durante a crise

Evite pesquisar sintomas compulsivamente no celular, se isso aumenta medo. Evite discutir assuntos difíceis no pico da crise. Evite se cobrar por ser racional. A crise não é resolvida por bronca. Também é melhor não tomar medicação de outra pessoa ou misturar substâncias para tentar apagar a sensação.

Se houver alguém de confiança por perto, frases simples ajudam mais do que interrogatórios: fica comigo, vamos sentar, respira no seu tempo, isso vai passar. A presença calma pode funcionar como uma borda quando a pessoa sente que está sem chão.

Depois da crise, procure entender o contexto

Passada a crise, vale perguntar o que vinha se acumulando. Excesso de cobrança, conflitos, luto, medo, trabalho sem pausa, sono ruim e relações instáveis podem preparar o terreno. Às vezes, a crise parece vir do nada, mas o corpo já estava sustentando algo há tempo.

Se as crises se repetem, se você passa a evitar lugares por medo de ter outra crise ou se o sofrimento interfere na rotina, buscar acompanhamento é importante. A terapia pode ajudar a escutar o que o corpo está dizendo quando a palavra ainda não alcança.

Nota de cuidado

Se houver risco de autoagressão, ideia de suicídio, confusão intensa, dor no peito, falta de ar importante ou sensação de perda de controle com risco imediato, procure um pronto atendimento, acione o SAMU 192 ou fale com o CVV 188. O blog orienta, mas não substitui cuidado profissional.

Perguntas frequentes

Crise de ansiedade é perigosa?

A crise pode ser muito assustadora, mas nem sempre indica risco físico. Ainda assim, sintomas intensos ou diferentes do habitual devem ser avaliados por serviço de saúde.

Quando procurar ajuda por crise de ansiedade?

Quando as crises se repetem, geram evitação, prejudicam trabalho ou relações, ou quando há medo constante de uma nova crise.

Referências